terça-feira, 25 de abril de 2017

Sobre denominações das plantas medicinais - 1

Texto:
Prof. Marcos Roberto Furlan 
Mariane Sampaio Garcia - acadêmica de Medicina - Universidade de Taubaté

A denominação de uma planta medicinal pode possuir duas origens. A primeira, denominada vernáculo popular, nome popular ou vulgar, é oriunda da população. Por ter como objetivo a troca de informações na comunidade sobre o uso de uma determinada espécie vegetal, o nome popular não possui regra. Já a segunda, consiste na nomenclatura científica, elaborada por pesquisadores e que segue regras para ser utilizada em todo o mundo. 

Por ser empírico, algumas confusões podem ocorrer quando se utiliza a denominação popular. Uma delas é porque o nome de uma mesma espécie pode variar de uma região para outra. A espécie Chenopodium ambrosioides (Figura 1), de amplo uso como vermífugo, recebe, mais comumente no Norte e no Nordeste, os nomes de mastruz ou mastruço, enquanto no Sul, é mais comum ser reconhecida como erva-de-santa-maria. Importante ressaltar que o uso dessa planta deve ser indicado por profissional de saúde habilitado para prescrição de fitoterápicos ou plantas medicinais, tendo em vista sua toxicidade. 

O óleo essencial do Chenopodium ambrosioides é considerado tóxico devido principalmente à presença do ascaridol, sendo que a sua intoxicação aguda tem como primeiros sinais os sintomas gastro-intestinais, seguido por alterações do sistema nervoso central, rubor facial, dificuldade visual, vertigem e parestesia (POZZATTI et al., 2010).
Figura 1. Chenopodium ambrosioides
Fonte. 

Outra confusão é uma mesma planta receber várias denominações, independente da região em que se encontra. A espécie Vernonanthura condensata (Figura 2), por exemplo, pode receber os seguintes nomes populares: caferana, figatil, aluman, árvore-do-pinguço, alcachofra, boldo-baiano, boldo-de-goiás, boldo-mineiro, dentre outros.
Figura 2. Vernonanthura condensata (atual Gymnanthemum amygdalinum).

Há ainda outro fator confundível, que é o fato de um nome popular ser referência para várias espécies. O nome arnica, além da Arnica montana (figura 3), de origem europeia e de rara ocorrência no Brasil, pode ser utilizado no território brasileiro para referência a mais de vinte espécies, como, por exemplo, Solidago microglossa, Porophyllum ruderale, espécies de Lychnophora, Chaptalia nutans e Tithonia diversifolia
Figura 3. Arnica montana.

Ponto muito importante a ser ressaltado é que a maioria das plantas que recebem a mesma denominação popular não têm a mesma composição química ou indicação terapêutica. Ilustra-se essa situação com a erva-de-são-joão (Ageratum conyzoides, Figura 4), planta usada como anti-inflamatória, enquanto que a erva-de-são-joão (Hypericum perforatum, Figura 5) é indicada para o tratamento da depressão. Ou seja, não se recomenda o uso de plantas medicinais sem o conhecimento devido do fitoterápico em questão, devido à toda essa confusão existente de nomenclatura e reais recomendações terapêuticas, além da possibilidade de possíveis efeitos adversos.
Figura 4. Ageratum conyzoides.
Figura 5. Hypericum perforatum

Referência:

POZZATTI, P.N. et al. Aspectos farmacológicos e terapêuticos da utilização da Erva-de-santamaria (Chenopodium ambrosioides) em humanos e animais. PUBVET, Londrina, V. 4, N. 35, Ed. 140, Art. 946, 2010. Disponível em: http://www.pubvet.com.br/artigo/2504/aspectos-farmacoloacutegicos-e-terapecircuticos-da-utilizaccedilatildeo-danbsperva-de-santa-maria-chenopodium-ambrosioides-em-humanos-e-animaisl. Acesso em: 25 de abr 2017.

sábado, 22 de abril de 2017

Efectos de la curcumina libre sobre la inflamación y las funciones cognitivas

Benoit Fillion. Ingeniero Químico. Bruselas, Bélgica. Ponencia en el 9º Congreso de Fitoterapia de SEFIT – IX Jornada Farmacéutica de la Isla del Rey, Menorca, 18-21 de mayo de 2017. Patrocinada por Laboratoire Optim
Tecnología de microencapsulación Sólido-Lípido de la Curcumina Longvida (2)

La curcumina libre es el principal polifenol presente en el rizoma de Curcuma longa (2-5% del peso total seco). Algunos de los múltiples beneficios de la curcumina son su capacidad antiinflamatoria y antioxidante (1). Su bajo peso molecular y su estructura polar le permiten traspasar la barrera hematoencefálica (2). La fórmula de Optim Curcuma ha sido desarrollada por un grupo de científicos de la Universidad de California (UCLA) y permite resolver el problema de la poca asimilación de la curcumina en el organismo. Tras diez años de estudios, la clave de la eficacia de la fórmula se encontró en el proceso de fabricación de la patente del complejo LongVida SLCP™ (Solid-Lipid Curcumin Particle) (2). Este proceso patentado consiste en encapsular cuidadosamente la curcumina con lípidos (lecitina y ácido esteárico) para formar las pequeñas partículas que permiten aumentar hasta 65 veces la asimilación de curcumina libre en plasma. La curcumina se asimila de esta manera y se transporta por el plasma en forma altamente biodisponible (3).

La actividad antiinflamatoria

La actividad antiinflamatoria de la cúrcuma se conoce desde hace varios siglos, pero en las dos pasadas décadas se ha intensificado notablemente su investigación y ha demostrado ser muy útil y utilizada en enfermedades crónicas (1). Se ha demostrado que el efecto antiinflamatorio de la curcumina de la formula Longvida actúa a través de la inhibición del factor nuclear kappaB (NF-kB) que reduce las citoquinas IL-6, y las prostaglandinas E2 (PGE2) (4). La inhibición del NF-kB se considera un objetivo primordial en la prevención y el tratamiento de las inflamaciones crónicas y degenerativas.

Funciones cognitivas

Varios estudios han confirmado el efecto de la curcumina libre sobre las funciones cognitivas. Presentaremos los resultados de un ensayo clínico aleatorizado de la Universidad de Swinburne (Melbourne, Australia). El grupo que tomó durante 4 semanas 400 mg de Longvida (80 mg de curcumina) mostró una mejoría en el estado de ánimo, la memoria de trabajo, el estado de alerta, la fatiga y la sensación de bienestar (5). Los autores atribuyen la reducción de fatiga, el aumento del estado de alerta y la sensación de calma al efecto de la curcumina sobre la serotonina y la dopamina (6). Presentaremos también los resultados de estudios in vivo realizados con la formula Longvida. Se demostró que la curcumina libre reduce la placa beta-amiloide y la formación de ovillos de neurofibrillias en el cortex de ratones (7, 8).

Referencias

1. Jurenka JS. Anti-inflammatory properties of curcumin, a major constituent of Curcuma longa: a review of preclinical and clínical research. Altern Med Rev. 2009;14 (2): 141-53.
2. Begum AN, et al. Curcumin structure-function, bioavailability, and efficacy in models of neuroinflammation and Alzheimer’s disease. J Pharmacol Exp Ther. 2008; 326 (1):196-208.
3. Gota VS, et al. Safety and pharmacokinetics of a solid-lipid curcumin particle formulation in osteosarcoma patients and healthy volunteers. J Agric Food Chem. 2010; 58 (4): 2095-9.
4. Nahar PP, et al. Anti-Inflammatory Effects of Novel Standardized Solid-Lipid Curcumin Formulations. J Med Food. 2014 Dec 9.
5. Cox KH, et al. Investigation of the effects of solid-lipid curcumin on cognition and mood in a healthy older population. J Psychopharmacol. 2014 Oct 2
6.Kulkarni SK, et al. Antidepressant activity of curcumin: involvement of serotonin and dopamine system. Psychopharmacology (Berl). 2008; 201 (3): 435-42.
7. Frautschy S, et al, Alzheimer’s & Dementia: The Journal of the Alzheimer’s Association 2011, 7 (4): S299–S300.
8. Ma QL, et al. Curcumin suppresses soluble tau dimers and corrects molecular chaperone, synaptic, and behavioral deficits in aged human tau transgenic mice. J Biol Chem. 2013; 288 (6): 4056-65.

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